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Sementes da mudança



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 23h35
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I Congresso Brasileiro de Áreas Úmidas



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 23h35
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GRANDE NOVIDADE!!!

FONTE: http://www.folhaonline.com.br

 

Kassab descumpre sua própria lei do clima 

Cidade está longe das metas de reciclagem estabelecidas pelo prefeito na lei de Mudanças Climáticas, de 2009

Dos 96 ecopontos prometidos, há apenas 42 em funcionamento; cidade não recicla nem 1% do lixo que produz 


A gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) desrespeita a legislação ambiental que ela mesma criou há dois anos.


A lei de Mudanças Climáticas do município exigia que em junho de 2011 os 96 distritos da cidade tivessem pelo menos um ecoponto, local de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho. E que a coleta seletiva virasse obrigatória em toda a cidade.

 

Na prática, nem uma coisa nem outra. Quem precisa jogar fora o entulho da reforma de um banheiro, por exemplo, nem sempre tem uma tarefa fácil. Há apenas 42 ecopontos em funcionamento.

 

Só as pequenas obras na capital devem produzir 12 mil toneladas de resíduos todos os dias. Deste total, apenas 5.200 chegam aos aterros oficiais do município. Existem ainda 1.500 pontos de depósitos ilegais de entulho espalhados por toda a capital paulista.

 

Além dos entulhos, os ecopontos recebem grandes objetos, como sofás, e também material para reciclagem.

 

No que se refere à coleta seletiva, a gestão Kassab também patina. Ela capta de forma voluntária apenas 155 toneladas diárias de resíduos para reaproveitamento.

 

Essa quantia representa menos de 1% das 17 mil toneladas de lixo produzidas diariamente em São Paulo.

SEM PLANEJAMENTO

 

"Essa política climática tem um lado positivo. Ela contou com a participação da sociedade civil na sua construção", diz Pedro Torres, coordenador da campanha de clima do Greenpeace.

 

A ONG participa do comitê intersetorial criado pela prefeitura paulistana para acompanhar as políticas públicas no setor ambiental.

 

"Não houve planejamento. As metas da lei eram muito ousadas. A dificuldade para cumpri-las é enorme", afirma o ambientalista. "Deveria ter ocorrido um escalonamento [de metas] maior."

 

Os objetivos listados para a questão do lixo são apenas alguns dos inseridos na política de clima de Kassab.
A grande meta desta legislação é fazer com que as emissões de gases de efeito estufa em São Paulo baixem em 30% até o ano que vem.


A importância desta redução tem tanto desdobramentos locais -com a poluição menor, a saúde melhora- quanto globais -o planeta, na média, aquecerá menos.


A prefeitura, no entanto, deve ter dificuldades em alcançar seus objetivos.


"Será muito difícil reduzir as emissões em 30%. A não ser que ocorra uma revolução. O grande vilão da cidade é o transporte", afirma Torres, do Greenpeace.


O atual secretário de Meio Ambiente da gestão Kassab, Eduardo Jorge (PV), disse, na época em que a lei passou a valer, em 2009, que as metas eram ousadas, "porém factíveis" de serem cumpridas.



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 09h56
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O preço de não escutar a natureza

                                             O preço de não escutar a natureza

Leonardo Boff



O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre  imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam  frequentemente deslizamentos fatais.

Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.

A causa principal deriva do modo como costumamos tratar  a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrario, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.

Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.

Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos  meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d'água.  Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem  se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.

No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas.  Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e  morar.

Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser  de cada encosta, de cada vale e de cada rio.

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário  teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 19h17
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A Terra Morta - Charles Aznavour

Durante o X ENEF (Encontro Nacional de Educadores Freinet), em julho de 2009, na cidade de Piraquara (na Grande Curitiba - ou será que Curitiba é que pertence à Grande Piraquara?), foi apresentado o videoclipe que segue.

Se você esteve no encontro, mate a saudade e aproveite para refletir sobre a mensagem novamente.

Se não esteve no encontro, nem imagina o que perdeu! Mas aproveite para refletir sobre o tema do videoclipe, que está muito bacana e bem cuidado!



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 22h12
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Terra Morta



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 22h04
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