Campanha de solidariedade às Bibliotecas do MST
Campanha de Solidariedade às Bibliotecas do MSTEstimado amigo e amiga do MST, Em mais de duas décadas de lutas, aprendemos que é preciso romper não apenas as cercas do latifúndio, mas também derrubar as cercas que impedem o acesso ao conhecimento. Com essa lição, erguemos nossas escolas itinerantes, construímos mais de 2 mil escolas de ensino fundamental, além de cursos de educação de jovens e adultos, ensino médio e técnico. Hoje podemos nos orgulhar dos 5 mil jovens que cursam graduação e pós-graduação em diversos convênios com universidades e dos mais de 17.500 adultos em processo de alfabetização, tanto quanto nos orgulhamos dos assentamentos que conquistamos. Historicamente, aprendemos também o valor da solidariedade – no sentido mais nobre – o de darmos aquilo que nos faltará e não aquilo que nos sobra. E sabemos que muitos dos méritos da luta pela Reforma Agrária provêm dessa solidariedade que recebemos de milhares de amigos e amigas como você. Assim foi, por exemplo, com a construção da Escola Nacional Florestan Fernandes, Guararema-SP, símbolo do encontro destes dois esforços, a solidariedade e o nosso desejo de aprender. E, novamente, queremos realizar o encontro destes dois princípios e valores, o estudo e a solidariedade. De agosto a dezembro de 2007, estaremos mobilizados em torno da CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE ÀS BIBLIOTECAS DO MST: APOIE A REFORMA AGRÁRIA – DOE LIVROS! Temos a honra de ter como patrono o professor Antonio Candido, um dos maiores e melhores intelectuais que o Brasil produziu nos últimos anos, cujas palavras resumem bem o espírito da nossa Campanha: “Não ter acesso ao livro é ser privado de um alimento fundamental”. Nossa finalidade é construir Bibliotecas Populares nas áreas de assentamentos e acampamentos, e, ampliar o acervo das mais de 40 bibliotecas já existentes em nossas escolas e centros de formação. Uma Campanha sem limites, seja de quantidade ou de áreas de conhecimento. As doações podem ser de livros, mapas, e audiovisuais, incluindo filmes, discos e Cds, material que será destinado às bibliotecas já existentes nos estados, e, também, para a criação de novas bibliotecas comunitárias nos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária. Através do contato com os responsáveis em cada estado, vamos receber as doações ou retirá-las onde for necessário. Abaixo, está a lista dos responsáveis pela campanha e como encontrá-los. Se você é de um estado onde a Campanha ainda não está acontecendo, você pode fazer sua doação entrando em contato através do correio eletrônico: campanhabiblioteca@enff.org.br, ou com a Secretaria do MST no seu estado. Queremos pão. Queremos rosas. Queremos acesso às diferentes culturas produzidas pela humanidade, tão imensa e tão contraditória. “Queremos uma vida verdadeira” como já dizia o poeta. Queremos muitas bibliotecas, sejam itinerantes ou fixas, em todas as nossas comunidades. Estamos certos de que este grande esforço coletivo levantará não só milhares de livros para nossos jovens, crianças, mulheres e homens do campo, mas possibilitará uma vida mais humana, mais plena e livre. E uma pátria mais justa e soberana! Contamos mais uma vez com seu apoio e solidariedade para mais uma missão nobre, que será o ato de buscar alimento à alma e à consciência, obtendo bons livros. Direção Nacional do MST Escola Nacional Florestan Fernandes Instituto Nacional de Educação Josué de Castro
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Escrito por Flávio Boleiz às 18h54
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Vamos apoiar Erundina!!!
Reproduzindo matéria do SINPRO, em apoio à causa: http://www.sinprosp.org.br/noticias.asp?id_noticia=1162 Cresce apoio a Luiza Erundina Depois de receber o apoio de várias personalidades para pagar a multa no valor de R$ 350 mil a que foi condenada pelo STF, a deputada federal Luiza Erundina é alvo agora de uma campanha de solidariedade promovida por entidades sindicais. A Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), com a participação de sindicatos de professores das escolas particulares de todo o país, divulgou nesta semana documento em que afirma sua disposição em obter junto à categoria que representa contribuições financeiras que ajudem a ex-prefeita de São Paulo. No manifesto de lançamento da campanha Luiza: eu apoio você, a CONTEE recorda a trajetória pessoal e política de Luiza Erundina, destacando a integridade com que a deputada atua na vida pública desde os anos 70, quando veio para São Paulo. Erundina foi eleita para a prefeitura da cidade em 1989, derrotando caciques tradicionais da política paulista, entre eles Paulo Maluf. Durante sua gestão é que ocorreu o episódio que levaria à sua condenação pelo STF: um anúncio publicado na imprensa em apoio à greve geral de trabalhadores contra o "Plano Verão" lançado pelo então presidente José Sarney. A sentença contra a ex-prefeita, que já chegou à fase de execução, deixou Erundina numa situação difícil: pessoa de poucas posses e de vida particular absolutamente simples, a deputada corre o risco de ver seus parcos bens, entre eles o único imóvel que possui, leiloados pela Justiça, caso não consiga a soma de R$ 350 mil que foi condenada a pagar. A campanha da CONTEE e dos sindicatos dos professores da rede privada de ensino afirma-se como suprapartidária e destaca a coerência, o idealismo e a retidão com que Erundina construiu sua imagem de credibilidade junto à opinião pública. As contribuições, de qualquer valor, devem ser depositadas na conta 2009-5 aberta pelas entidades no Banco do Brasil, agência 4884-4. O CPF de Erundina, para os depósitos feitos pela Internet, é 004.805.844-00.
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Escrito por Flávio Boleiz às 00h13
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Paulo Reglus Neves Freire

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Escrito por Flávio Boleiz às 15h01
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Paulo Freire é anistiado
FONTE: http://www.uol.com.br26/11/2009 - 14h19Paulo Freire é julgado anistiado políticoPedro Peduzzi Da Agência Brasil Em Brasília A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça considerou hoje (26), por unanimidade, o educador pernambucano Paulo Freire como anistiado político. Com isso, a viúva do educador receberá uma indenização de 480 salários mínimos, desde que respeitado o teto de R$ 100 mil.
A audiência pública foi realizada como parte da Caravana da Anistia, durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, promovido pelo Ministério da Educação.
"Estamos caracterizando o pedido de desculpas oficiais pelos erros cometidos pelo Estado contra Paulo Freire", declarou o presidente da comissão Paulo Abrão Pires Júnior ao final da sessão. Ele considera que há ainda muito a fazer, uma vez que há suspeitas de que arquivos, principalmente dos serviços de inteligência das Forças Armadas, ainda não tenham sido entregues ou tenham sido destruídos.
Segundo ele, os documentos de inteligência encontrados queimados na Base Aérea de Salvador são uma prova de que há ainda muitos arquivos não abertos "apesar de que, tecnicamente, todos devessem estar [abertos] desde o Projeto Memórias Reveladas, criado pela Casa Civil", disse Abrão. "Nesse aspecto, Chile, Paraguai, Argentina e Uruguai estão muito melhores do que o Brasil", acrescentou.
"Ainda que esses documentos apresentem uma visão deturpadora da realidade, eles são necessários para fazermos justiça com as tantas vítimas da ditadura brasileira", disse o presidente da comissão, durante coletiva de imprensa após a sessão pública que anistiou o educador.
Para a viúva, Ana Maria Araújo, a ditadura atingiu "violentamente e com malvadeza" o exilado, destruindo sua natureza, seu corpo e sua cidadania. "Paulo Freire, sua cidadania foi retomada como você queria, e proclamada como você merecia", disse em tom emocionado a viúva.
Em meio ao discurso de Ana Maria, um grito vindo da plateia composta majoritariamente por professores e pedagogos puxou aplausos: "Paulo Freire não morreu nem nunca morrerá".
"A partir do resultado [a que chegou a comissão, de considerar Paulo Freire anistiado político], encaminharemos nossa decisão ao ministro da Justiça, que expedirá, caso concorde com ela, uma portaria no Diário Oficial, declarando ele como anistiado. No documento constará, também, seus direitos", afirmou Abrão.
"E, com a portaria, o Ministério do Planejamento fica obrigado a colocar a previsão do pagamento aos familiares. Acredito que a portaria será publicada ainda neste ano", completou.
Segundo a viúva de Freire, há cerca de 340 escolas no Brasil, na maioria municipais, com o nome do marido. "Pretendo continuar fazendo o que ele me pediu em testamento: publicar aquilo que é inédito e cuidar dos livros já publicados."
Categoria: Questões Sociais
Escrito por Flávio Boleiz às 14h54
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É preciso denunciar!
Denúncia: meio de resistência às mordaças sociais É impressionante como a coisa pública ainda é tratada na base dos privilégios em pleno século 21, na maior cidade da América do Sul. Cada cidadão deste país paga uma quantidade alta de impostos, como meio de financiamento do regime “democrático” que administra seus interesses. Numa sociedade de consumo em que se compra mais e mais bens e serviços a cada minuto, a quantidade de dinheiro que se acumula nas mãos dos donos do capital vai-se tornando imensurável, ao mesmo tempo em que os porcentuais retidos pelo governo na condição de impostos adquirem proporções descomunais. O resultado disso deveria ser apreciável na forma de serviços públicos de qualidade, equitativamente distribuído por todas as regiões do país, dos estados e de cada município. Com a enorme quantidade de dinheiro que entra para os cofres públicos, segundo a segundo, só se poderia esperar que todos os cidadãos – que são portadores de direitos humanos e civis idênticos, pelo menos em tese – gozassem de acesso digno a transportes públicos de qualidade, atendimento básico de saúde célere e descomplicado, educação igualmente qualificada em qualquer escola – da Educação Infantil à Universidade, acesso ao lazer e à cultura e muito mais. A realidade, entretanto, apresenta-se muito diferente dessa condição obviamente esperada, e isso não é novidade para ninguém! Mas a transformação dessa realidade numa utopia realizável – no “inédito viável”, como dizia Paulo Freire – depende de algumas atitudes cotidianas que vamos esquecendo de tomar, permitindo que o descaso com a coisa pública e com o público propriamente dito se perpetuem na nossa sociedade. Uma dessas atitudes importantes que deveríamos exercitar cotidianamente é a de fazer DENÚNCIAS. Denunciar significa desvelar, explicitar, revelar a verdade que se esconde por detrás de determinados discursos e ações, levando a público significados e fatos contrários às leis, aos direitos e à ordem pública. Significa colocar à mostra a realidade material das situações práticas, problematizando e contribuindo para com a compreensão do caráter ético e moral que perpassa os fazeres públicos e privados que marcam o dia-a-dia. A importância da denúncia é tamanha que, por medo das consequências que pode gerar, leva certos poderosos a tentarem barrar qualquer iniciativa que possa se caracterizar como denúncia. É o caso, por exemplo, da Prefeitura de São Paulo. Apesar de ser governada por um prefeito filiado a um partido político cuja sigla faz lembrar a ideia de democracia (o "DEM"), a cidade mantém seu funcionalismo sob a égide da lei 8989/79, cujo inciso I do artigo 179 prescreve o silenciamento diante dos erros, excessos e ilegalidades cometidos dentro da própria administração municipal, já que proíbe os funcionários de referirem-se “depreciativamente em informação, parecer ou despacho, ou pela imprensa, ou por qualquer meio de divulgação, às autoridades constituídas e aos atos da Administração”. Não é por acaso que não se vê na imprensa a participação de funcionários municipais em entrevistas ou debates, nem mesmo a respeito da luta pela derrubada desta própria lei tão retrógrada, resquício do regime militar que nos amordaçou a todos durante os longos anos de ditadura. Na prática, uma lei como essa favorece ao tratamento da coisa pública como se fosse privada, beneficiando apenas a um grupo de privilegiados pelas benesses do poder. Não é por acaso que a merenda escolar continue sendo distribuída de maneira irracional aos alunos (após ja ter almoçado, para repetir a sobremesa, por exemplo, o aluno é obrigado a pegar uma porção inteira de refeição; aí a sobremesa é consumida enquanto que o restante da refeição vai para o lixo e é cobrada integralmente dos cofres municipais). Também não é por acaso que a população, informada apenas pela propaganda do poder público, continue acreditando que nas escolas da prefeitura haja duas professoras nas salas de aula de alfabetização (na verdade há uma professora e uma estagiária, portanto uma estudante a mais na sala, só que aprendendo a ser professora). Há uma gama enorme de pequenos problemas nos equipamentos públicos que não vêm à luz em função dessa mordaça imposta aos funcionários públicos. Nas Casas de Cultura da prefeitura de São Paulo (que por sinal, pasmem, não são ligadas à Secretaria de Cultura, mas às subprefeituras), por exemplo, os funcionários são obrigados a fazer vaquinha para compra de água potável e café. O mesmo acontece nos clubes municipais, nas escolas, parques municipais e várias outras repartições públicas. A ausência de denúncias a respeito desses problemas proporcionam a sensação de que tudo vai muito bem, mas basta conversar em particular com qualquer funcionário municipal para se verificar que as coisas não estão tão bem quanto a falsa calmaria faz parecer. É preciso mudar essa situação. Não tem cabimento o prevalecimento de uma lei tão absurda quanto essa que ainda viceja na cidade de São Paulo. Este espaço virtual está aberto ao recebimento e divulgação de denúncias e, por isso mesmo, insiste em denunciar este fato absurdo: Prefeito Kassab ainda mantém e se beneficia da lei que amordaça os funcionários públicos municipais.
Escrito por Flávio Boleiz às 09h16
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Total apoio à Irmã Geraldinha e ao Acampamento Dom Luciano Mendes.
A Via Campesina, em Minas Gerais, repudia com veemência as insistentes ameaças de morte perpetradas contra a pessoa da guerreira Irmã Geraldinha, discípula da Irmã Dorothy Stang no Vale do Jequitinhonha, MG. É claro que a atuação pastoral profética de Irmã Geraldinha está incomodando os latifundiários, detentores dos poderes econômico-político e midiático em Salto da Divisa. Os ameaçadores estão sendo mandados e, provavelmente, pagos para ameaçar Irmã Geraldinha.
Irmã Geraldinha tem a grandeza de conviver com os Sem Terra do MST, debaixo da lona preta no Acampamento Dom Luciano Mendes, fruto de ocupação da fazenda Manga do Gustavo, que aconteceu dia 26/08/2006, exatamente no dia que o pastor e profeta Dom Luciano Mendes morreu. Por isso também o Acampamento foi batizado de Acampamento Dom Luciano Mendes.
Irmã Geraldinha acompanha de perto a luta do Acampamento Dom Luciano Mendes desde seu início. A ocupação da Fazenda Manga do Gustavo foi feita para pressionar a desapropriação da Fazenda Monte Cristo – 1.385 hectares -, que é improdutiva e não está cumprindo função social. É sabido na região que a atuação pastoral de Irmã Geraldinha tem sido crucial para angariar apoio popular à causa do MST na região e, especificamente, ao Acampamento Dom Luciano Mendes.
Importante recordar que a Fazenda Monte Cristo, com processo de desapropriação questionado na justiça, é latifúndio da Família Cunha Peixoto, família que exerce o coronelismo no município de Salto da Divisa há séculos.
A partir de janeiro de 2009, Irmã Geraldinha se dedicou também à organização de 11 famílias de posseiros da fazenda Monte Cristo. E, é claro, iniciou a defendê-los lutando ao lado deles pelos seus sagrados e justos direitos. Por isso irmã Geraldinha está sendo ameaçada de morte (e de ressurreição).
A Via Campesina não vacilará e estará ao lado de Irmã Geraldinha e dos Sem Terra do Acampamento Dom Luciano e de tantos outros acampamentos em Minas Gerais lutando aguerridamente para que a reforma agrária se realize em Minas, pois só isso trará a superação das covardes ameaças de morte. Só com reforma agrária no chão (e não apenas no papel) construiremos paz social como fruto de justiça social.
Assinam esta NOTA os Movimentos e entidades que integram a Via Campesina, em Minas Gerais: 1) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST – www.mst.org.br2) Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB – www.mab.org.br3) Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA 4) Comissão Pastoral da Terra – CPT – www.cptmg.org.br5) Centro de Agricultura Alternativa – CAA 6) Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF 7) Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB 8) Movimento das Mulheres Camponesas – MMC 9) Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Governador Valadares - STR. 10) Cáritas
Endoossam esta nota: 1) Gruteusp - Grupo de Trabalho de Ecopedagogia da FEUSP 2) Blog Forum Educação
Escrito por Flávio Boleiz às 19h40
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