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Pedagogia


 
 

Mesa Redonda na Feusp

Mesa Redonda: EMPREENDEDORISMO E EDUCAÇÃO: A CRÍTICA FOUCAULTIANA

Data: 1º de junho - 6ª-feira

Horário: das 14 às 17h

Local: Auditório da Faculdade de Educação - USP


O evento propõe pensar as relações entre as práticas que constroem o empreendedorismo como um desejável e generalizado modo de vida e seus efeitos/ressonâncias para o campo da educação, a partir das contribuições críticas de Michel Foucault.

A mesa será composta pelos Prof. Dr. Osvaldo López-Ruiz (CONICET-Argentina) e Prof. Dr. Sylvio Gadelha (UFC). Coordenação: Prof. Dra. Fabiana Jardim.

Entrada Franca



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 09h38
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Crianças da Noite

 

 

Peça de teatro baseada na vida de Janusz Korczak

De 12 a 15 de abril - Grátis - em São Paulo

 

Crianças da Noite

 

Autor de Einstein, peça que o Núcelo Arte Ciência no Palco encena há mais de doze anos, Gabriel Emanuel traz para a cena outra figura histórica: Janusz Korczak. Pedagogo ainda hoje influente, foi também um exemplo de coragem naquele trágico ano de 1942, em Varsóvia, quando ele e as crianças de seu orfanato terminaram num trem para Treblinka.

 

Na guerra só sobrevive quem não tem escrúpulos? É ao redor dessa questão que se estabelece o debate entre Janusz e Adam Czerniakov, presidente do Conselho Judaico do Gueto, quando este resgata um menino das mãos da polícia. Já não há mais o que comer no gueto, e Czerniakov ainda negocia com os nazistas quais, entre os membros de sua comunidade, serão deportados para os campos de concentração.


A direção do premiado Marco Antônio Rodrigues procura transcender esse embate moral limítrofe, buscando uma aproximação com nossa própria experiência. Afinal, em que medida estamos imunes à tragédia presente em nossa vida cotidiana? A peça trata os campos de concentração não como uma exceção, mas como um desdobramento inerente ao mundo moderno.

O espetáculo será seguido, no sábado, dia 14, por um debate com a presença do autor.

Contemplado com o Prêmio 2011 de Montagem Teatral do Centro da Cultura Judaica – Casa de Cultura de Israel

   

Ficha técnica

 

Autor/ Gabriel Emanuel (tradução de Fernando Paz)

Direção/ Marco Antônio Rodrigues

Com/ Oswaldo Mendes, Carlos Palma, Joana Mattei

Assistente de direção/ Adriana Dham

Figurinos e adereços/ Marichilene Artisevskis

Design de luz/ Mirella Brandi

Trilha sonora/ Joana Mattei, Marco Antônio Rodrigues e Sérgio Yamamoto

Cenografia/ Carlos Palma

Gestual/ Joana Mattei

Projeções/ Zeca Rodrigues

Técnico de luz e cenotécnico/ Emerson Fernandes

Direção de produção/ Adriana Carui

Contato educacional/: Rosangela Desider

Atendimento/ Glaciane Rocha

Realização e administração/ Núcleo Arte Ciência no Palco (Cooperativa Paulista de Teatro)

 

Serviço


Data/ 12, 13, 14, e 15/04

Horário/ 12 e 13/04 (20h30), 14/04 (19h) e 15/04 (18h)

Idade/ A partir de 16 anos

Local/ Teatro do Centro de Cultura Judaica

Rua Oscar Freire 2500, metrô Sumaré

Capacidade/ 296 pessoas

Duração/ 120 minutos

Entrada gratuita

Bilheteria/ abre uma hora antes de cada atividade, retirada de até dois ingressos por pessoa, sujeito a lotação do espaço


Apoio cultural: ETAPA Ensino e Cultura

 

 



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 10h32
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Grande novidade: professor faz "bico"!

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0711201110.htm

10% dos professores no país fazem 'bico'

Docentes procuram uma segunda ocupação mais do que padeiros, corretores de imóveis e PMs, segundo estudo. Para especialistas, média salarial não é única explicação para impulsionar o professor à dupla função.

FÁBIO TAKAHASHI DE SÃO PAULO
ELTON BEZERRA COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

     Semanalmente, a professora de ciências Sonia Maria de Barros Cardoso, 52, leciona 32 horas em duas escolas públicas no Rio. Seu salário é de R$ 1.800.

     Para complementar, vende cosméticos, o que lhe rende R$ 1.000 mensais em oito horas semanais. "Em datas comemorativas, chega a ficar igual ao que ganho no magistério", afirma a docente.

     Como Sonia, outros 266 mil professores da educação básica do país possuem uma segunda ocupação fora do ensino, um "bico", aponta estudo apresentado no mês passado pelos pesquisadores da USP Thiago Alves e José Marcelino de Rezende Pinto.

     O número representa 10,5% do magistério nacional, índice bem acima do da população brasileira (3,5% têm uma segunda ocupação). O estudo usa a Pnad-IBGE e o Censo Escolar-MEC, ambos de 2009, e abrange as redes privada e pública.

     Alguns dos mais frequentes "bicos" dos docentes são os de vendedores em lojas e os de funcionários em serviços de embelezamento.

     Segundo a pesquisa da USP, os professores recorrem mais à segunda ocupação do que os padeiros, os corretores de imóveis e os PMs.

POLÊMICA SALARIAL

     Para os autores do estudo, a maior incidência do "bico" entre os professores está relacionada aos baixos salários.

     A média salarial dos docentes do ensino fundamental, segundo a pesquisa (entre R$ 1.454 e R$ 1.603 à época), é inferior ao que ganham, em média, corretores de seguro (R$ 1.997) e caixas de bancos (R$ 1.709).

     "O professor, com isso, é obrigado a despender energia em ações que não têm a ver com aulas", diz Alves.

     Para alguns especialistas, no entanto, a questão não é tão simples.

     "Os salários não são uma maravilha, mas, se comparados à média da população, os professores não estão morrendo de fome", afirma Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.

     "Sempre que há concurso para contratação de professores para as redes públicas há uma grande concorrência. Se a profissão fosse tão ruim, não haveria fila", diz Samuel Pessoa, da FGV.



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 12h50
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Palestra gratuita na Feusp



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 09h41
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Brevíssima reflexão sobre lição de casa (revista)

 

Brevíssima reflexão sobre lição de casa

 

Flávio Boleiz Júnior

Pedagogo


Como seria um mundo verdadeiro? Podemos ter uma idéia vaga: seria um mundo em que as pessoas pudessem se relacionar entre si como pessoas e não como coisas, um mundo em que as pessoas pudessem decidir sua própria vida. John Holloway


     É a partir dos objetivos que são traçados institucionalmente para a educação escolar que se pode definir e encaminhar o planejamento das lições de casa para os alunos, desde os cursos de Educação Infantil até o Ensino Médio. 

     Parece consensual, entre os diferentes segmentos sociais — inclusive aqueles que compõem os quadros docentes —, que a escola se preste ao papel de agente socializador. Tanto é assim que Peter Berger e Luckman (1980) afirmam que cabe à escola dar continuidade ao processo de socialização que, primariamente, iniciou-se no ambiente familiar.


     Contemporaneamente os papéis dos membros familiares vêm assumindo configurações que, além de apresentarem-se numa forma organizacional muito diferente do paradigma tradicional — “papai, mamãe e filhinho(s)” — dispõem de muito pouco tempo para dedicação à complementação do processo educacional oferecido aos membros das novas gerações. A realidade que se desvela daí aponta à escola a necessidade de se reorganizar visando à satisfação das novas necessidades sociais, dentre as quais podem-se destacar: a formação para a cidadania, o desenvolvimento da autonomia, a preparação para o trabalho.


     Ao observarem-se as relações entretecidas entre os objetivos da educação escolar e seus fazeres reais do dia a dia, salta aos olhos a importância que a escola dá à questão da preparação profissional, em contraposição aos objetivos didático-pedagógicos. Essa opção representa resquícios de influência dos objetivos escolares idealizados durante as décadas de 1960 e 1970, quando se propugnava uma educação de formação profissional, como ideal para a sociedade brasileira, que precisava se desenvolver e auxiliar o país a elevar-se das fileiras formadas pelas nações consideradas “subdesenvolvidas”. A Lei 5.692/71, LDB — Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional outorgada pelo regime militar —, estabelecia claramente essa preocupação em vários de seus artigos (4º, 5º, 25, 26; dentre outros).


     Ao tomar a preparação para a vida profissional — especialmente tendo-se como pano de fundo o modo de produção capitalista — como objetivo cardeal dos fazeres escolares, acaba-se por priorizar os conteúdos, de acordo com uma concepção bancária de educação (FREIRE, 2002), em detrimento dos valores sociais e morais e dos próprios educandos como sujeitos do processo educativo. Afinal de contas, a moral e a ética, que se estabelecem como norteadoras das relações entre os sujeitos sociais, passam a ser aquelas derivadas da lei de mercado — da oferta e da demanda —, que propiciam uma como que “naturalização” de relações sociais que se dão não entre pessoas, mas entre mercadorias. Valores éticos e sujeitos ou conteúdos e mercadorias representam, aqui, uma questão de opção político-pedagógica.


     Escolher os conteúdos em detrimento dos valores éticos é fazer a escolha pelo mercado: “ter” muito conteúdo passa a ser mais importante do que “ser” um cidadão respeitador dos direitos alheios e sujeito dos seus próprios. É por isso que a eleição dos conteúdos como os objetivos mais elevados do processo educacional acaba por determinar um modo docente de se trabalhar desencadeante de todo um habitus profissional (na concepção de Bordieu), que se rege pelo estabelecimento de cobranças quantitativas como meio de se tentar atingir qualidade entre os educandos; de estimular a concorrência e a competição entre colegas como modo de prepará-los para o mundo lá de fora, já que mesmo envoltos nessa realidade consumista e competitiva, os educadores ainda preservam a ilusão de que haja um “dentro” e um “fora”; aliás, “aqui dentro” e “lá fora”, na relação entre a escola e o mundo.


     A LDB atual — Lei 9.394/96 —, diferentemente de sua antecessora, traz em seu bojo uma aparência muito mais progressista quando opta pela expressão “vinculação ao mundo do trabalho”. Diferentemente de “educação profissional”, que se liga especificamente à acepção de “mercado de trabalho”, “educação para o mundo do trabalho” diz respeito, de maneira muito mais progressista, à condição de humanidade, que é papel da educação escolarizada oferecer aos estudantes. Trabalho, afinal de contas, é meio para transcendência da natureza e transformação objetiva das condições materiais que propiciam ao homem a característica que lhe diferencia dos demais seres naturais, a condição humana.


     Detenhamo-nos um pouquinho na reflexão acerca destas idéias sobre trabalho e condição humana.


     Ortega y Gasset, em sua “Meditação da técnica” (1963), afirma que os homens conquistam sua condição de humanidade na medida em que não se mantém indiferentes diantes da natureza e, por meio da técnica — atividade adequada a fins específicos —, transcendem sua imposições que necessariamente se colocam a todos os seres vivos.


     Nesta perspectiva, o trabalho é categoria essencial para a constituição da condição humana, já que na concepção marxiana trabalho é, exatamente, “atividade adequada a um fim” (MARX, 1983) e somente os seres humanos são capazes de propor finalidades prévias a seus fazeres.


     Desde este ponto de vista, a opção por uma formação vinculada ao mundo do trabalho representaria um processo educativo adequado ao papel de socialização da instituição escolar, já que abrangeria, num único golpe, todos os seus principais objetivos. Educar com foco na formação para o trabalho assumiria o significado de educar o homem para que se tornasse humano de fato; representaria preparar o educando para identificar, planejar e realizar diferentes modos de superar as barreiras “naturais” do cotidiano.


     Por outro lado, o que se vê no mundo regido pelo modo de produção capitalista, ao se falar de formação profissional, é muito diferente do que se projeta a partir do ponto de vista até aqui abordado.


     É lugar comum, na contemporaneidade, a apropriação e resignificação de certos termos historicamente construídos pela humanidade, por parte dos representantes das ideologias neoliberais, com óbvio desvio tendencioso de seu sentido histórico na tentativa de atribuição de uma aparência legítima a seus objetivos reais. Dessa forma o que outrora se nomeava “educação profissional” vem sendo tratado, ultimamente, como se fosse “educação para o trabalho”, subvertendo-lhe o significado em benefício dos interesses das classes dominantes. Por esta via, aqueles “velhos” ideais desenvolvimentistas que muito influenciaram a educação nas décadas de 1960 e 1970, renovam suas forças e, travestidos por palavras velhas que emolduram novos jargões, restabelecem-se num movimento de fortalecimento dos mesmos ideais liberais — agora superdimensionados — que se constituem em combustível de impulsão do capitalismo.


     De certa maneira, a partir destas brevíssimas reflexões, já é possível vislumbrar quais são os ideais que se delineiam por traz do modo de trabalho que orienta os fazeres didático-pedagógicos das diferentes instituições escolares a partir da observação das lições de casa de seus estudantes. Em poucas palavras — pouquíssimas mesmo — pode-se perceber o envolvimento com uma ou outra concepção de “educação para o trabalho” com uma simples constatação da quantidade de lições de casa e tarefas extra-escolares (sem perder de vista a qualidade, é óbvio) que cada instituição encaminha para seus educandos cotidianamente.
 

 

     Afinal de contas, pra que é que serve, exatamente, a lição de casa?


     E mais: se é legítimo o aluno levar tarefas da escola para fazer em casa (lição de casa), não seria igualmente legítimo o aluno levar tarefas de sua casa para realizar na escola? Bem posso imaginar o que os professores pensarão a respeito desta ideia!

 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 


BERGER, Peter. Socialização: como ser um membro da sociedade, In: FORACCHI, Marialice Mecarine & MARTINS, José de Souza.(Orgs.) Sociologia e sociedade. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1980. 

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 23. ed., São Paulo: Paz e Terra, 2002.

MARX, Karl. O capital – Crítica da economia política. São Paulo: Abril Cultural, 1983. 

ORTEGA Y GASSET, José. Meditação da técnica. Rio de Janeiro: Livro Ibero-Americano, 1963.



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 08h57
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Infância e suas linguagens

Seminário

Infância e suas Linguagens


De 5 a 7 de maio de 2011, das 9h00 às 12h00


Local:

Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

(Escola de Aplicação e Auditório)


Público-alvo:

Professores(as) da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I


Objetivo:

O evento visa contribuir para a formação de professores/professoras de educação infantil e ensino fundamental, focalizando a relação de suas práticas educativas com as criações artísticas de adultos e crianças.


Inscrições:

A partir de 07 de abril de 2011:

Acessar página da FEUSP (http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/) clicar no no link "Seminário: Infância e suas Linguagens" e preencher ficha de inscrição.


Programa:


Quinta-feira - 05/05/2011

9h00 - 9h30 - Abertura

9h30 - 12h - Quando o desenho salta do papel

Coordenação:

Profa. Márcia Gobbi (FEUSP)

Participantes:

Prof. Gianfranco Staccioli (Universidade de Firenze)

Profa. Edith Derdyk (artista plástica)


Sexta-feira - 06/05/2011

9h - 12h - Crianças brasileiras e italianas: encontros com arte

Coordenação:

Profª Tizuko Kishimoto (FEUSP)

Participantes:

Profª Ana Lúcia Goulart de Faria (FEUNICAMP)

Profª Elisabetta Nigris (Universidade de Milão)


Sábado - 7/5/2011

9h - 12h - Conversas entre a literatura e a dança

Coordenação:

Profª Maria Leticia Nascimento (FEUSP)

Participantes:

Prof. Juan Mata (Universidade de Granada)

Profª Isabel Marques (Diretora do Caleidos Arte e Ensino)

Responsáveis (FEUSP)

Mônica Appezzato Pinazza
Márcia Aparecida Gobbi



Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 14h59
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