 |
|
Questões Sociais
|
Mondo Capitalista O QUE QUEREMOS PARA O MUNDO? LEMBRE-SE! O MUNDO É CAPITALISTA... SEGUEM FOTOS QUE RETRATAM O CAPITALISMO REAL.


Escrito por Flávio Boleiz Júnior às 11h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Ano eleitoral chegando...
Algumas questões são muito significativas para toda a sociedade brasileira. Especialmente neste momento, quando vivemos, no Brasil, o final de um mandado que se pretendia popular e democrático, nos deparamos, ainda, com problemas muito grandes, que demandam atenção por parte de todos. Em primeiro lugar, é muito preocupante o fato de que, apesar de se ter gastado uma imensidade de dinheiro e muitas horas de trabalho, não houve significativo avanço na questão do analfabetismo entre jovens e adultos. A Pnad — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio —, divulgada em setembro de 2009, mostra que o porcentual de cidadãos que não sabem ler e escrever que frequentam os cursos de alfabetização é muito pequeno: meros 3%. Com isso, a população brasileira analfabeta caiu de 9,9% para 9,8% no último ano, o que significa uma diferença ínfima em comparação aos esforços despendidos durante esse período. Outra questão muito importante, que demanda grande preocupação por parte da sociedade brasileira, diz respeito à ocupação infantil. De acordo com a mesma pesquisa, 367 mil crianças e adolescentes deixaram de trabalhar, mas 10,2% dos cidadãos brasileiros com idade entre 5 e 17 anos ainda são submetidas ao trabalho, o que representa cerca de 4,5 milhões de menores, no mundo da produção, que deveriam estar na escola e longe do trabalho. As características do trabalho infantil estão explicitadas na matéria divulgada no jornal “Folha de São Paulo”, em 19/09/2009: “a pesquisa do IBGE mostra que o perfil do trabalho infantil segue sendo masculino, agrícola e sem registro”. (Caderno “Dinheiro”, p. B15) O saneamento básico é outro problema cuja solução caminha a passos muito lentos.16% das residências brasileiras ainda não contam com rede de água e 47,5% não contam com rede de esgoto sanitário. A concentração das terras, na contramão da reforma agrária, de acordo com o censo agropecuário, pulou de 0,852 para 0,872 de acordo com o índice de Gini — o Coeficiente de Gini é uma medida de desigualdade desenvolvida pelo estatístico italiano Corrado Gini, e publicada no documento "Variabilità e mutabilità" (italiano: "variabilidade e mutabilidade"), em 1912. Esse indice é comumente utilizado para calcular a desigualdade de distribuição de renda; ele mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0, quando não há desigualdade (a renda de todos os indivíduos tem o mesmo valor), a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula). Isso significa que os 2,5 milhões de famílias camponesas mais pobres do Brasil ocupam cerca de 7,7 milhões de hectares. Em 1996 a área ocupada por esse mesmo número de famílias era de 9,9 milhões de hectares. Já as 46.911 famílias proprietárias de terra mais ricas do país, possuem 146 milhões de hectares. Essas famílias representam cerca de 1% das famílias proprietárias de terras, mas concentram cerca de 48% da terra nacional. Quanto à concentração da renda, os 10% mais ricos do país detêm 43% da riqueza nacional, enquanto que os 50% mais pobres têm acesso a apenas 18%. Os contrastes continuam muito grandes e, em alguns casos — como na questão da propriedade da terra — se acentuando pouco a pouco. Os pequenos avanços que se constatam na análise da Pnad, com relação ao aumento nos porcentuais de vagas de empregos e da renda dos trabalhadores, são frutos do aumento da escolarização. Em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, em 19/09/2009, o economista Hélio Zylbertajn afirma que “a redução da taxa de desemprego e a redução da desigualdade são frutos do aumento da escolarização da população”. Se com avanços tão pequenos, quase ínsignificantes, na escolarização da população se consegue obter melhorias nas taxas de desemprego e aumento da renda dos trabalhadores, imagine-se só o que não se conseguiria com um empenho significativo do poder estatal no que diz respeito à universalização da educação e de sua qualidade! Entretanto, por enquanto seguimos lentamente por uma trilha tortuosa na construção de uma educação de qualidade para todos. Contamos com uma educação de qualidade muito ruim e com objetivos qualitativos extremamente duvidosos — que visam, no mais das vezes, à aquisição de conteúdos teóricos sem utilidade prática para os educandos muito mais do que à sua conscientização e autonomia. Esse problema se espalha por todos os estratos da sociedade, apesar de semear a ilusão de que nas escolas privadas se dê um ensino de qualidade superior ao que se pratica nas redes públicas. As escolas que atendem às elites da sociedade brasileira, medem a qualidade de seu ensino por meio de um indicador que tem servido aos pais como único instrumento de apoio na escolha da instituição de ensino para seus filhos: o Enem. Esse instrumento acabou se transformando num “ranqueador” de escolas e, por conta disso, também acabou por se transformar no norteador dos currículos – e seus planejamentos – das escolas de Ensino Médio das redes públicas e privadas, e até da Educação Infantil e Ensino Fundamental das privadas. O ano de 2010 está chegando e, com ele, o período eleitoral para escolha do novo presidente da república, de 2/3 dos senadores, dos deputados federais e estaduais. O candidato que lidera as pesquisas de intensão de votos representa um retrocesso para as pequenas conquistas sociais dos últimos anos – é bom lembrar que o tal candidato é governador de São Paulo e seu partido está no poder naquele estado há quatro mandatos e a educação, ali, só tem piorado, de acordo com os índices criados pelas equipes educativas da administração de seu próprio partido. Os escândalos ligados à bandidagem e à ladroeira entre os políticos de nosso país se esparrama por quase todos os partidos. Os bandidos, que gozam dos privilégios de seus mandatos, refletem a impunidade dos poderosos que, desde sempre, sobrevivem da exploração do trabalho e da penúria dos pobres. Apesar do desânimo que essa conjuntura nos causa, há o que fazer. Em primeiro lugar, precisamos pressionar e exigir de nossos representantes, junto ao Executivo e ao Legislativo, o devido compromisso para com o mandato que lhes outorgamos. Em segundo lugar, precisamos nos informar muito bem a respeito das propostas e dos compromissos já assumidos e cumpridos pelos candidatos que se apresentarão para as próximas eleições. Em terceiro lugar – e talvez o mais importante de tudo – precisamos e devemos exercer nosso poder de influência sobre as pessoas que dão importância à nossas opiniões, alertando e ajudando a esclarecer a respeito de todos os problemas aqui apontados, além de tantos outros mais! Você já enviou um e-mail para seu senador, seu deputado federal ou estadual, cobrando posições mais coerentes com suas campanhas e susa posições ideológicas? Não cruze os braços e mexa, pelo menos, os dedos!!!
Escrito por Flávio Boleiz às 10h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Campanha de solidariedade às Bibliotecas do MST
Campanha de Solidariedade às Bibliotecas do MSTEstimado amigo e amiga do MST, Em mais de duas décadas de lutas, aprendemos que é preciso romper não apenas as cercas do latifúndio, mas também derrubar as cercas que impedem o acesso ao conhecimento. Com essa lição, erguemos nossas escolas itinerantes, construímos mais de 2 mil escolas de ensino fundamental, além de cursos de educação de jovens e adultos, ensino médio e técnico. Hoje podemos nos orgulhar dos 5 mil jovens que cursam graduação e pós-graduação em diversos convênios com universidades e dos mais de 17.500 adultos em processo de alfabetização, tanto quanto nos orgulhamos dos assentamentos que conquistamos. Historicamente, aprendemos também o valor da solidariedade – no sentido mais nobre – o de darmos aquilo que nos faltará e não aquilo que nos sobra. E sabemos que muitos dos méritos da luta pela Reforma Agrária provêm dessa solidariedade que recebemos de milhares de amigos e amigas como você. Assim foi, por exemplo, com a construção da Escola Nacional Florestan Fernandes, Guararema-SP, símbolo do encontro destes dois esforços, a solidariedade e o nosso desejo de aprender. E, novamente, queremos realizar o encontro destes dois princípios e valores, o estudo e a solidariedade. De agosto a dezembro de 2007, estaremos mobilizados em torno da CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE ÀS BIBLIOTECAS DO MST: APOIE A REFORMA AGRÁRIA – DOE LIVROS! Temos a honra de ter como patrono o professor Antonio Candido, um dos maiores e melhores intelectuais que o Brasil produziu nos últimos anos, cujas palavras resumem bem o espírito da nossa Campanha: “Não ter acesso ao livro é ser privado de um alimento fundamental”. Nossa finalidade é construir Bibliotecas Populares nas áreas de assentamentos e acampamentos, e, ampliar o acervo das mais de 40 bibliotecas já existentes em nossas escolas e centros de formação. Uma Campanha sem limites, seja de quantidade ou de áreas de conhecimento. As doações podem ser de livros, mapas, e audiovisuais, incluindo filmes, discos e Cds, material que será destinado às bibliotecas já existentes nos estados, e, também, para a criação de novas bibliotecas comunitárias nos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária. Através do contato com os responsáveis em cada estado, vamos receber as doações ou retirá-las onde for necessário. Abaixo, está a lista dos responsáveis pela campanha e como encontrá-los. Se você é de um estado onde a Campanha ainda não está acontecendo, você pode fazer sua doação entrando em contato através do correio eletrônico: campanhabiblioteca@enff.org.br, ou com a Secretaria do MST no seu estado. Queremos pão. Queremos rosas. Queremos acesso às diferentes culturas produzidas pela humanidade, tão imensa e tão contraditória. “Queremos uma vida verdadeira” como já dizia o poeta. Queremos muitas bibliotecas, sejam itinerantes ou fixas, em todas as nossas comunidades. Estamos certos de que este grande esforço coletivo levantará não só milhares de livros para nossos jovens, crianças, mulheres e homens do campo, mas possibilitará uma vida mais humana, mais plena e livre. E uma pátria mais justa e soberana! Contamos mais uma vez com seu apoio e solidariedade para mais uma missão nobre, que será o ato de buscar alimento à alma e à consciência, obtendo bons livros. Direção Nacional do MST Escola Nacional Florestan Fernandes Instituto Nacional de Educação Josué de Castro
Escrito por Flávio Boleiz às 18h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Vamos apoiar Erundina!!!
Reproduzindo matéria do SINPRO, em apoio à causa: http://www.sinprosp.org.br/noticias.asp?id_noticia=1162 Cresce apoio a Luiza Erundina Depois de receber o apoio de várias personalidades para pagar a multa no valor de R$ 350 mil a que foi condenada pelo STF, a deputada federal Luiza Erundina é alvo agora de uma campanha de solidariedade promovida por entidades sindicais. A Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), com a participação de sindicatos de professores das escolas particulares de todo o país, divulgou nesta semana documento em que afirma sua disposição em obter junto à categoria que representa contribuições financeiras que ajudem a ex-prefeita de São Paulo. No manifesto de lançamento da campanha Luiza: eu apoio você, a CONTEE recorda a trajetória pessoal e política de Luiza Erundina, destacando a integridade com que a deputada atua na vida pública desde os anos 70, quando veio para São Paulo. Erundina foi eleita para a prefeitura da cidade em 1989, derrotando caciques tradicionais da política paulista, entre eles Paulo Maluf. Durante sua gestão é que ocorreu o episódio que levaria à sua condenação pelo STF: um anúncio publicado na imprensa em apoio à greve geral de trabalhadores contra o "Plano Verão" lançado pelo então presidente José Sarney. A sentença contra a ex-prefeita, que já chegou à fase de execução, deixou Erundina numa situação difícil: pessoa de poucas posses e de vida particular absolutamente simples, a deputada corre o risco de ver seus parcos bens, entre eles o único imóvel que possui, leiloados pela Justiça, caso não consiga a soma de R$ 350 mil que foi condenada a pagar. A campanha da CONTEE e dos sindicatos dos professores da rede privada de ensino afirma-se como suprapartidária e destaca a coerência, o idealismo e a retidão com que Erundina construiu sua imagem de credibilidade junto à opinião pública. As contribuições, de qualquer valor, devem ser depositadas na conta 2009-5 aberta pelas entidades no Banco do Brasil, agência 4884-4. O CPF de Erundina, para os depósitos feitos pela Internet, é 004.805.844-00.
Escrito por Flávio Boleiz às 00h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Paulo Reglus Neves Freire

Escrito por Flávio Boleiz às 15h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Paulo Freire é anistiado
FONTE: http://www.uol.com.br26/11/2009 - 14h19Paulo Freire é julgado anistiado políticoPedro Peduzzi Da Agência Brasil Em Brasília A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça considerou hoje (26), por unanimidade, o educador pernambucano Paulo Freire como anistiado político. Com isso, a viúva do educador receberá uma indenização de 480 salários mínimos, desde que respeitado o teto de R$ 100 mil.
A audiência pública foi realizada como parte da Caravana da Anistia, durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, promovido pelo Ministério da Educação.
"Estamos caracterizando o pedido de desculpas oficiais pelos erros cometidos pelo Estado contra Paulo Freire", declarou o presidente da comissão Paulo Abrão Pires Júnior ao final da sessão. Ele considera que há ainda muito a fazer, uma vez que há suspeitas de que arquivos, principalmente dos serviços de inteligência das Forças Armadas, ainda não tenham sido entregues ou tenham sido destruídos.
Segundo ele, os documentos de inteligência encontrados queimados na Base Aérea de Salvador são uma prova de que há ainda muitos arquivos não abertos "apesar de que, tecnicamente, todos devessem estar [abertos] desde o Projeto Memórias Reveladas, criado pela Casa Civil", disse Abrão. "Nesse aspecto, Chile, Paraguai, Argentina e Uruguai estão muito melhores do que o Brasil", acrescentou.
"Ainda que esses documentos apresentem uma visão deturpadora da realidade, eles são necessários para fazermos justiça com as tantas vítimas da ditadura brasileira", disse o presidente da comissão, durante coletiva de imprensa após a sessão pública que anistiou o educador.
Para a viúva, Ana Maria Araújo, a ditadura atingiu "violentamente e com malvadeza" o exilado, destruindo sua natureza, seu corpo e sua cidadania. "Paulo Freire, sua cidadania foi retomada como você queria, e proclamada como você merecia", disse em tom emocionado a viúva.
Em meio ao discurso de Ana Maria, um grito vindo da plateia composta majoritariamente por professores e pedagogos puxou aplausos: "Paulo Freire não morreu nem nunca morrerá".
"A partir do resultado [a que chegou a comissão, de considerar Paulo Freire anistiado político], encaminharemos nossa decisão ao ministro da Justiça, que expedirá, caso concorde com ela, uma portaria no Diário Oficial, declarando ele como anistiado. No documento constará, também, seus direitos", afirmou Abrão.
"E, com a portaria, o Ministério do Planejamento fica obrigado a colocar a previsão do pagamento aos familiares. Acredito que a portaria será publicada ainda neste ano", completou.
Segundo a viúva de Freire, há cerca de 340 escolas no Brasil, na maioria municipais, com o nome do marido. "Pretendo continuar fazendo o que ele me pediu em testamento: publicar aquilo que é inédito e cuidar dos livros já publicados."
Escrito por Flávio Boleiz às 14h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |